Artesanato, cultura e memória: o que os turistas levam do Porto das Barcas para casa
O Porto das Barcas, em Parnaíba, é mais do que um ponto turístico. O complexo reúne história, memórias e tradição às margens do rio Igaraçu, porta de entrada para os encantos do Delta do Parnaíba. Quem passa pelo local não sai da mesma forma: quase sempre leva consigo um pedaço do que viveu no litoral piauiense.

Entre corredores cheios de cores, texturas e significados, visitantes curiosos circulam encantados. Cada objeto parece carregar um fragmento da identidade local, pronto para ser levado como lembrança.
Na Galeria Mestre Ageu, coordenada por Ila Maria, a arte nasce literalmente da terra. Segundo ela, turistas chegam em busca de algo que represente as experiências vividas na cidade, nas praias e no Delta.
“Eles querem lembrar da nossa cidade, do nosso delta, da Revoada dos Guarás, ficam encantados com toda a nossa natureza, nossas praias, além do sol maravilhoso que nós temos aqui, um sol para cada um. Mas, enfim, eles vêm procurar aqui algo que remeta a essa lembrança, que eles não possam esquecer esse momento maravilhoso que nós temos vivido aqui em nossa cidade.”
Entre os produtos mais procurados estão peças feitas com fibra de buriti e palha de carnaúba, como chapéus e bolsas. Mas há um item que lidera as vendas.
“Para quem vai de avião, não pode levar coisa pesada. Depois você vai encontrar o quê? Ímãs, chaveiros, chapéu de palha na palha do buriti, na palha da carnaúba, levando o conhecimento da nossa cidade para o mundo todo”, destaca.

Os ímãs de geladeira, pequenos no tamanho, mas gigantes no significado, muitas vezes retratam a Revoada dos Guarás, um dos espetáculos naturais mais marcantes do Delta.
O economista Paulo Medeiros é um desses visitantes que faz questão de levar um símbolo da viagem para casa. “Quando a gente vê esse trabalho, tem uma beleza muito grande, tem uma dedicação muito grande. A gente observa que é um artesanato muito bem feito, muito cuidadoso. E merece levar porque é uma lembrança local.”, relatou.
As visitantes Larissa Mota e Ammanda Levachof, da capital, demonstraram encantamento logo nos primeiros minutos dentro do espaço. “Aqui é a primeira vez que eu entro, magnífico. E a experiência que eu vou levar é a cultura. Nosso Piauí se expande mais ainda no Brasil todo”, afirma Larissa.
Ammanda conta que já possui peças semelhantes em casa. “Eu acho uma peça tão bonita, algo que a gente aprecia mesmo com o olhar. Às vezes a gente até sente aquela emoção que o artista quer passar pra gente.”
Ela destaca uma peça em especial. “Inclusive eu estava falando que ela é o Divino Espírito Santo, que simboliza tanto Deus entre nós. Acredito que é uma imagem de fé e esperança pra esse mundo que a gente está vivendo agora.”
O Porto das Barcas mostra, em cada canto, a força da produção artística feita no coração do Delta. À beira do rio Igaraçu, o espaço revela ao visitante a diversidade de expressões que traduzem a identidade do litoral piauiense, memórias que não ficam apenas na lembrança, mas ganham forma nas mãos dos artesãos e seguem viagem pelo mundo.
