O trabalhador que foi demitido sem justa causa começou a semana com uma notícia importante: o seguro-desemprego está pagando mais. Desde esta segunda-feira, os valores do benefício foram reajustados e já valem para quem está recebendo ou ainda vai dar entrada no pedido.

Com a correção, o valor máximo do seguro-desemprego subiu para R$ 2.518,65. Já o valor mínimo acompanha o salário mínimo nacional e agora é de R$ 1.621. O reajuste segue a inflação do último ano e busca amenizar o impacto do custo de vida para quem está fora do mercado de trabalho.

O cálculo continua o mesmo: o governo leva em conta a média dos três últimos salários antes da demissão. Quem ganhava menos recebe uma porcentagem maior, e quem tinha salários mais altos passa a receber o teto do benefício.

Mas atenção: nem todo mundo tem direito ao seguro-desemprego. O benefício é destinado apenas a trabalhadores com carteira assinada que foram demitidos sem justa causa. Quem pediu demissão, foi dispensado por justa causa, tem outro emprego ativo ou possui renda suficiente para se manter não se enquadra nas regras.

Também ficam de fora pessoas que recebem benefícios contínuos da Previdência, como aposentadoria ou auxílio-doença, com exceção da pensão por morte e do auxílio-acidente.

Outro ponto importante é o tempo de trabalho exigido. No primeiro pedido, é necessário ter trabalhado pelo menos 12 meses nos últimos 18. No segundo pedido, nove meses nos últimos 12. A partir do terceiro, seis meses antes da demissão já garantem o direito.

O seguro-desemprego é pago em três a cinco parcelas, dependendo do histórico do trabalhador. O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site do Portal Emprega Brasil, ou ainda presencialmente nas unidades do Sine. O prazo para solicitar o benefício vai do sétimo ao centésimo vigésimo dia após a demissão.

O reajuste chega como um reforço no orçamento de quem enfrenta o desemprego e precisa desse apoio enquanto busca uma nova colocação no mercado.