Líder do Governo, Francisco Limma, diz que matéria foi enviada após prazo da legislação eleitoral (Foto: Moura Alves/O Dia)
Líder do Governo, Francisco Limma, diz que matéria foi enviada após prazo da legislação eleitoral (Foto: Moura Alves/O Dia)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia aprovou ontem (24) as mensagens do Governo que dispõem sobre o reajuste salarias dos servidores da segurança e da educação. Os percentuais de aumento concedido às categorias são 3,95% e 6,8%, respectivamente.

 O relator da matéria referente à segurança, o deputado João Madison (MDB), afirmou que o aumento ocorrerá a partir de maio. “A gente nunca consegue agradar a todos. É normal. Mas 80% estão satisfeitos. O ruim é o governador não dá nada e ele está dando aumento para algumas categorias. No momento o Governo não tem condições de dar mais”, disse.

O deputado Dr. Pessoa (SD) votou contra o reajuste alegando que o percentual não foi discutido com os policiais. A categoria, que estava presente também se manifestou contra o aumento, afirmando que o percentual está abaixo do que esperavam e que há três anos não recebem reajuste.

O líder do governo, deputado Francisco Limma (PT), explicou que o valor do reajuste foi baseado na inflação, já que a matéria foi encaminhada após o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Se o governo reajustasse o valor acima de 3,95% poderia ser considerado crime eleitoral.

Com relação ao reajuste do vencimento dos trabalhadores em educação básica, o relator da matéria, o deputado Evaldo Gomes (PTC), disse que o projeto de lei está de comum acordo com os profissionais. “O percentual foi decidido depois de uma discussão como sindicato e com a equipe econômica do Governo”, pontuou. Os deputados Dr. Pessoa (Solidariedade) e Marden Meneses (PSDB) se abstiveram da votação desta matéria.

“São matérias que ao invés de deixar os servidores contemplados, são matérias que irritaram as categorias. Eu me manifestei, com minha convicção, de que o governo tem feito uma espécie de faz de conta em relação aos servidores. Fala de consenso com o servidor que na prática não ocorre”, pontuou Marden Menezes.

Fonte: Jornal O Dia