O novo salário mínimo nacional passou a valer em todo o país, fixado em R$ 1.621. O valor representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518, e incide sobre os rendimentos referentes ao mês de janeiro.
O aumento foi oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. Com o reajuste, o salário mínimo diário passou a ser de R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada ficou em R$ 7,37. O cálculo considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
O novo valor impacta diretamente aposentadorias e pensões do INSS, além de benefícios como seguro-desemprego e salário-família. Para aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, os pagamentos com o novo piso seguem o calendário regular do INSS, conforme o número final do cartão do benefício.
Segundo estimativas do governo federal, o reajuste, aliado à política de isenção do Imposto de Renda, deve movimentar cerca de R$ 110 bilhões na economia, mas gera um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
