Quem trabalha com carteira assinada já começou 2026 percebendo mudanças no contracheque. É que entraram em vigor os novos descontos do INSS, que variam de acordo com o salário e atingem diferentes categorias de trabalhadores. A atualização segue o reajuste do salário mínimo e do teto da Previdência e vale para empregados formais, domésticos e trabalhadores avulsos.

O desconto continua sendo progressivo, ou seja, não é um percentual único sobre todo o salário. Cada faixa da remuneração tem uma alíquota diferente, começando em 7,5% para quem ganha até o salário mínimo, que agora é de R$ 1.621. À medida que o salário aumenta, entram outras faixas, com percentuais de 9%, 12% e até 14%, respeitando o teto da Previdência, que em 2026 passou para R$ 8.475,55.

Na prática, isso significa que quem ganha menos sente um impacto menor no desconto mensal, enquanto quem recebe salários mais altos contribui um pouco mais, mas sempre dentro de um limite. Mesmo quem ganha acima do teto não paga além do valor máximo estabelecido pela Previdência.

O desconto é feito diretamente na folha de pagamento e garante direitos como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e outros benefícios do INSS. Entender como funciona essa contribuição ajuda o trabalhador a acompanhar melhor o próprio salário e a planejar o orçamento ao longo do ano.