Uma operação internacional foi deflagrada nesta segunda-feira (28/09) contra uma organização criminosa investigada por planejar a execução dos delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães. Dez investigados são alvos da ação, incluindo integrantes apontados como parte da alta hierarquia do grupo. Segundo a investigação, cerca de um milhão de reais teriam sido destinados ao atentado, que envolveria executores de outro estado, estrutura logística e monitoramento dos policiais.

O plano foi identificado pelo serviço de inteligência do DRACO e acabou frustrado antes de ser executado. A operação tem desdobramentos na Bolívia e no Uruguai, com participação da Interpol. As investigações apontam que a articulação teria começado após sucessivas operações contra o tráfico de drogas no Norte do Piauí, entre elas uma apreensão de aproximadamente 300 quilos de entorpecentes em Bom Princípio do Piauí.

De acordo com os investigadores, o grupo teria estruturado funções, recursos financeiros, armamentos, veículos, imóvel de apoio e acompanhamento da rotina dos delegados. A apuração identificou ainda a seleção de dois possíveis executores de Fortaleza, no Ceará, que seriam enviados ao Piauí com apoio de integrantes da organização. O monitoramento buscava identificar deslocamentos e compromissos dos policiais que poderiam ser utilizados para a execução do plano.

As investigações apontam que a organização criminosa mantinha integrantes distribuídos entre o Piauí, Ceará e outros países, além de conexões com a Bolívia e o Uruguai. O grupo teria avaliado até mesmo o período eleitoral como uma oportunidade para realizar o atentado, devido à maior exposição pública dos delegados. A apuração continua para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação da organização dentro e fora do Brasil.