O Piauí passou a integrar o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, sistema recriado pelo governo federal em 2025 com o objetivo de centralizar informações, agilizar investigações e dar respostas mais rápidas às famílias que vivem a angústia do desaparecimento de parentes.

Os dados nacionais chamam atenção. Em 2025, o Brasil registrou 84 mil 760 ocorrências de pessoas desaparecidas, o que representa uma média superior a 200 registros por dia, segundo o Ministério da Justiça. O número aponta um crescimento de pouco mais de 4% em relação ao ano anterior. Quase 30% dos casos envolvem crianças e adolescentes, o que aumenta ainda mais a preocupação das autoridades e especialistas.

São Paulo lidera o número de registros, com mais de 20 mil casos, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Apesar da redução nos índices de homicídio em algumas regiões do país, especialistas alertam que o aumento dos desaparecimentos pode indicar crimes com ocultação de corpos, reforçando a necessidade de investigações imediatas.

Com a adesão do Piauí ao cadastro nacional, o estado passa a compartilhar informações com outros órgãos de segurança pública do país, facilitando o cruzamento de dados e ampliando as chances de localização das pessoas desaparecidas. Até o momento, apenas 12 estados brasileiros fazem parte da iniciativa, considerada fundamental para dar mais eficiência às buscas.

O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas também permite o acompanhamento dos casos em tempo real e fortalece a atuação integrada entre polícias civis, institutos de identificação e demais órgãos envolvidos. A expectativa é que a participação do Piauí contribua para respostas mais rápidas, tanto para a investigação quanto para o apoio às famílias que aguardam notícias.