RELIGIÕES: NOTAS DE LEITURA 8

Vitor de Athayde Couto

A TERCEIRA METADE

Durante as festas de fim e passagem de ano, Ifé tenta encontrar na mídia algo que não seja mais do mesmo. E ri, ao pensar: “Se o ano novo começa no dia primeiro de janeiro, o que tem de novo? Desde que me entendo, todos os anos velhos começaram assim, sempre no dia primeiro de janeiro, haha.”

Na grande mídia, metade dos analistas insiste em falar das velhas esquerda e direita, ridicularizando a categoria dos “pobres de direita”. A outra metade destaca a “direita de família”, criticando o que chamam de esquerdopatia.

Fora da grande mídia, pouco se fala da terceira metade – se é que ela existe. Trata-se aqui dos analistas da pequena imprensa ou mídia alternativa. Mesmo eles, com raras exceções, continuam presos ao século XIX, preferindo ignorar a relação das guerras com as religiões, como se não tivessem nada a ver, umas com as outras.

Os analistas que teimam em resumir a política brasileira em direita e esquerda precisam atentar [não é “se” atentar] para a pesquisa Datafolha, que identificou 34% dos petistas entrevistados declarando-se como sendo de direita, e 14% dos bolsonaristas entrevistados posicionando-se à esquerda.

Solicitados a escolher dois melhores nomes da política brasileira, não são poucos os que mencionam, ao mesmo tempo, políticos como Nicolas Ferreira (PL) e Sâmia Bonfim (PSOL).

Definitivamente, o Brasil não é a Europa ou Estados Unidos, e, muito menos, para principiantes.

(CONTINUA)

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