PERSONICÍDIO
O seu coração era um gabinete de ódios. Construía personagens para matá-los no final de cada história, inspirado nos seus inimigos. Mas ele não tinha inimigos. Por isso mesmo ele era capaz de criar a mais pura ficção.
PERU OU PIRU?
Naquele tempo não se confundiam perus com pirus, nem perucas com pirocas. A vida fluía fácil. Certo dia alguém começou a dar nomes em inglês a todas as coisas que já foram boas. E foi assim que o chester chegou chegando e meteu os peitos. Mas ele só veio para estragar o nosso Natal. Com direito a passas.
PRIAPISMO
Tomou Viagra em vão, porque a crushess não deu match e não compareceu. Desde aquele dia ele nunca mais tirou a mão do bolso.
COCÔ VEGANO
Virou moda exportar cocô para os Estados Unidos. Ela pagou 35 mil dólares ao laboratório e exportou 500 gramas da sua riqueza fecal, na esperança de ter um bom diagnóstico e conhecer todos os males que afligem o seu corpo. Um mês depois recebeu um laudo científico assegurando que seu cocô é vegano e que ela descende dos vikings. Um mês depois ela morreu feliz para todo o sempre.
RIBIT, RIBIT, RIBIT…
A máquina de triturar príncipes gera sapos do lado de lá das lâminas do moinho. Com o bocão aberto, emitindo infinitos ribits, os sapos ainda esperam beijos de lindas princesas para voltarem a ser príncipes do lado de cá da máquina de moer futuros reis. Longa vida aos sapos!
RIBIT, RIBIT, RIBIT... – Vitor de Athayde Couto
