Consta da Constituição Federal de 1988, que a advocacia é indispensável à administração da Justiça e com mais detalhes no Código de Ética da propfissão.
A coluna se reporta sobre o DIA DO ADVOGADO – 11 DE AGOSTO, através de manifestações doutrinárias dos estudantes do Curso Jurídico e estagiários do escritório JRN Advogados, JOSÉ GONÇALVES GOMES JÚNIOR – 8º Período UNINOVAFAPI – e ADALTO TAVARES CAVALCANTE JÚNIOR – 4º Período ICEV – conforme seguem.
“O artigo 133 da Constituição Federal traz à tona a grandeza da advocacia e, aliado a isso, traz uma reflexão: diante do crescente ingresso de profissionais no mercado, até que ponto essa expansão permanece saudável para a própria profissão?
Diploma e Exame da Ordem: advogar vai muito além disso. É imprescindível que se tenha disciplina, coragem e, com muita importância, maturidade para administrar frustrações. A profissão não se sustenta apenas na musculatura teórica, mas na desenvoltura de lidar todos os dias com conflitos. Expectativas e interesses que, muitas vezes, representam uma verdadeira mudança na vida de outras pessoas.
Destarte, talvez o verdadeiro fator problemático não esteja na quantidade de advogados, mas na escassez de profissionais verdadeiramente comprometidos com a causa e com quem a confia. Em um mercado cada vez mais concorrido, a boa advocacia ainda encontra espaço, especialmente quando exercida com técnica, responsabilidade, empatia e humanismo.
Como estudante de Direito e alguém que vivencia diariamente a prática da advocacia, por meio do estágio no escritório do egrégio Dr. Josino Ribeiro Neto, posso afirmar que a verdadeira advocacia ainda vive. Enquanto houver esperança, compromisso e disposição para lutar pelo Direito, a advocacia continuará sendo uma causa legítima e necessário. Por isso, acredito que o advogado que honra sua função, compreende sua responsabilidade e exerce a profissão com humanidade continuará não apenas a permanecer, mas a prosperar.” a) JOSÉ GONÇALVES SOUSA JÚNIOR.
“Advogar. Postular em juízo. Militar juridicamente. Litigar. Esses verbos parecem traduzir o ofício da advocacia. Entretanto, advogar é dar voz a quem, sozinho, não seria ouvido pela Justiça. No Brasil,o ofício ganhou corpo institucional em 11 de agosto de 1827, quando Dom Pedro I criou os dois primeiros cursos jurídicos do país, em Olinda e São Paulo. Contudo, advogar, hoje, é antes de tudo um ato de fé. Fé de que o direito ainda possa cumprir sua promessa mais antiga, a de aproximar a Justiça de quem a procura.
A história nos confirma que essa vocação não se restringia aos livros e tribunais. Os Advogados tiveram papel central nas Revoluções que mudaram o rumo do Ocidente, como a Revolução Francesa e a Revolução Inglesa. Gandhi e Mandela outrora também Advogados antes de se tornarem líderes de seus povos marcaram a história. A figura desse profissional sempre se manteve presente em momentos de ruptura, transformando a lei em instrumento de libertação.
Essa vocação teve um patrono. Santo Ivo de Kermartin (1253 e 1303), ficou conhecido como o “advogado dos pobres” e escreveu o decálogo considerado o primeiro tratado de ética da profissão Não obstante, se vivo fosse, dificilmente reconheceria a advocacia brasileira. O país multiplicou faculdades de direito nas últimas décadas, mas, infelizmente, em sua maioria não acompanha a formação séria.Indubitavelmente o que se encontra é um mercado saturado, que sobreviver já exige esforço antes mesmo de servir.
O Brasil é um país desigual, e essa desigualdade cobra dos advogados o papel de agentes de transformação. Advogar, aqui, continua sendo um ato de fé.
El andar a caballo a unos hace caballeros, y a otros caballerizos. Cervantes, “De los consejos segundos que dis Don Quijote a Sancho Panza”, p. 734.” a) ADALTO TAVARES CAVALCANTE JÚNIOR.

FOTO – Na oportunidade a coluna presta merecida homenagem ao advogado LUIZ GONZAGA SOARES VIANA, profissional talentoso, com certeza o de maior destaque na advocacia piauiense, Professor de Direito Civil da Universidade Federal do Piauí, orador competente, enfim, um “MESTRE” imitado por muitos que o admiram.
A DERRUBADA DE ÁRVORES EM TERESINA – PI.
A cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí, fica localizada entre os rios Parnaíba e Poti, por tal razão é considerada a “mesopotâmia piauiense”.
No passado, considerando as inúmeras árvores plantadas na Cidade, recebeu a denominação de “Cidade Verde”, entretanto, a estupidez de algumas pessoas e a insensatez do Poder Público Municipal, Teresina já não é como antes, e somente resta a pretensão do poeta quando afirma: “verde que te quero verde”.
Recentemente, no centro da Cidade, precisamente na rua …. , foram derrubadas árvores centenárias sem qualquer justificativa plausível.
Enquanto nos países da Europa a população e as autoridades públicas cuidam de plantar árvores e de reduzir o asfaltamento das vias públicas, no Estado do Piauí, na Capital de clima quente e hostil aos seus habitantes, derrubam as árvores restando o calor sufocante em parte do ano, para o desconforto dos habitantes.
No fim do mês de julho do ano em curso, um comando totalmente equipado, agindo criminosamente, derrubou árvores centenárias localizadas na rua na Rua Anísio de Abreu, esquina com a Rua Olavo Bilac, zona centro da Capital, certamente, com o apoio ou por determinação da Prefeitura Municipal de Teresina-Pi.
E o mais grave é que a população não reage e aceita o absurdo assumindo a posição do avestruz. É lamentável!

FOTO: Os troncos das árvores centenárias criminosamente derrubadas pela Prefeitura Municipal de Teresina-Pi., ou por terceiro com a sua autorização, na Rua Anísio de Abreu esquina com a Rua Olavo Bilac, centro da Cidade.
