Levar prevenção de forma leve e divertida para dentro do ambiente escolar foi o principal objetivo do Projeto Pipas, que movimentou a comunidade escolar na manhã desta quinta-feira. A ação contemplou os alunos da Escola Municipal Bilíngue Línguas Português e da Escola Municipal Professora Albertina Furtado (CAIC), localizadas no bairro Frei Higino.

A iniciativa combina informação e atividades lúdicas para ensinar crianças e adolescentes a brincarem com segurança, mantendo distância dos riscos da rede elétrica. Segundo Sandro Santarém, diretor do Instituto Cultural do Amazonas do Amanhã, a proposta expandiu seu escopo ao longo dos anos para abordar também a segurança no ambiente doméstico. “O Projeto Pipas tem o objetivo de conscientizar e prevenir acidentes na rede elétrica. Desde 2019, desenvolvemos esse trabalho no Estado do Pará e, este ano, ele tornou-se nacional. Através do patrocínio da Equatorial Energia e da Lei CMA do Estado do Pará, conseguimos trazer a ação para o Piauí, com previsão de seguir para Goiânia e Maranhão”, destacou Santarém.

O diretor explicou ainda que o projeto foi ampliado para cobrir situações cotidianas no lar: “Resolvemos trazer não só os cuidados com o uso de pipas na rede elétrica, mas também como utilizar a energia elétrica dentro de casa. Situações como extensões com muitas tomadas e jarras de água perto da TV, tudo o que mapeamos como perigoso, são abordadas para educar e reforçar os cuidados com a eletricidade.”

Para atingir o público infantil e juvenil de maneira efetiva, a metodologia aposta em apresentações teatrais, gincanas e recursos sensoriais. Em vez de impositivo, o aprendizado estimula o raciocínio crítico dos próprios alunos por meio de dinâmicas visuais, utilizando cores como verde para indicar segurança e vermelho para perigo. “Entendemos que a criança vai brincar. Dizer apenas ‘não pode’ faz com que ela não absorva a mensagem. Por isso, trazemos uma informação séria de forma divertida. Nos jogos, apresentamos imagens de situações seguras e arriscadas para que elas mesmas identifiquem e respondam do jeito delas”, reforçou Sandro Santarém.

A recepção por parte dos estudantes foi marcada por entusiasmo. Entre risos e aprendizado, os alunos acompanharam atentamente as atividades. Para Matheus Sousa, de 11 anos, a abordagem ajudou a fixar a gravidade do tema. “Achei uma maravilha, o teatro e os bonecos foram muito engraçados. Eles estão totalmente certos, porque eletricidade é perigosa e algo sério pode acontecer se a pipa enroscar no fio”, relatou.

A aluna Adrielly Rodrigues, de 12 anos, também destacou a importância das orientações para quem costuma brincar na rua. “Acho muito bom e seguro para as crianças que soltam pipa na rua. Mostra também que não se pode usar cerol, principalmente perto das crianças menores”, afirmou. Já Jamily da Silva, de 11 anos, lembrou dos impactos reais desses acidentes: “É um tema muito bom porque muita gente já sofreu acidente, levou choque ou teve que ir para o hospital por causa disso.”

Além dos cuidados na rua, os estudantes associaram o conteúdo às orientações que recebem em casa e admitiram a necessidade de mudar hábitos, como o uso de celulares conectados à tomada. “Gosto muito de mexer no celular no carregador, mas minha mãe já brigou comigo várias vezes por causa disso. Agora estou parando”, contou Adrielly. Jamily complementou ressaltando as orientações maternas durante tempestades: “Minha mãe sempre fala para desligar televisão e geladeira quando está chovendo. Acho essas medidas muito importantes.”

Com o fim das atividades na escola, a expectativa dos organizadores é que os estudantes atuem como multiplicadores de conhecimento, repassando as orientações de segurança para familiares, amigos e vizinhos, fortalecendo a prevenção em toda a comunidade.