Em 2025, o Piauí alcançou um recorde histórico em doações de órgãos desde o início do programa, em 2001, graças ao trabalho da Central de Transplantes, coordenada pela dra. Maria de Lurdes Veras, que tem ampliado serviços e promovido a conscientização sobre a importância da doação. O processo segue regras rigorosas do Sistema Nacional de Transplantes, coordenado pelo Ministério da Saúde, priorizando pacientes da mesma região para facilitar a logística e aumentar as chances de sucesso dos transplantes, transformando a dor da perda em esperança para quem aguarda na fila.
Em comparação com o ano de 2024, o ano de 2025 teve um aumento significativo de doações aqui no estado. Em 2024, aconteceram 39 doações de Múltiplos Órgãos (morte encefálica); 135 doações de Córneas (com o coração já parado); 30 Transplantes de Rins de doadores falecidos; 10 Transplantes de rins de doadores vivos; 265 Transplantes de Córneas. Em 2025, foram 54 doações de Múltiplos Órgãos (morte encefálica); 157 doações de Córneas (coração já parado); 70 Transplantes de rins de doadores falecidos; 06 Transplantes de rins doadores vivos; 289 Transplantes de Córneas.
A coordenadora destaca ainda que, sem doador, não existe transplante e que o maior desafio ainda é abordar famílias em momentos extremamente delicados, pois muitas vezes, as mortes acontecem de forma repentina, como em casos de acidente, violência ou hemorragias cerebrais, tornando a decisão ainda mais sensível para a família. A doação de órgãos é um ato de generosidade que salva vidas e oferece uma nova chance para quem enfrenta doenças e se encontram na fila do transplante. Ao decidir ser doador, você transforma a dor da perda em esperança. Converse com seus entes queridos e deixe clara sua vontade: esse gesto pode fazer toda a diferença.
