Piauí reduz queimadas no primeiro semestre e preserva mais de 22 mil km² de vegetação nativa
O Piauí registrou uma redução de 20% no número de focos de queimadas no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e mostram que o estado apresentou um desempenho diferente do cenário observado em boa parte do país.
Além da queda no número de ocorrências, a área de vegetação nativa atingida pelo fogo também diminuiu. Segundo o levantamento, houve redução de 33% nas áreas queimadas por incêndios ilegais, o que representa cerca de 22,5 mil quilômetros quadrados de vegetação preservados apenas nos seis primeiros meses deste ano.
De acordo com o monitoramento, o resultado está ligado ao fortalecimento das ações de prevenção antes do período mais crítico da estiagem. Atualmente, o estado conta com aproximadamente 2,8 mil brigadistas florestais distribuídos em 180 municípios. Entre eles, quase 400 são mulheres que atuam no monitoramento, prevenção e combate aos incêndios.

Enquanto o Piauí reduziu os registros, o Brasil apresentou aumento no número de focos de queimadas. Dados do INPE apontam que, entre janeiro e o início de julho, foram contabilizados mais de 20 mil focos em todo o país. Mato Grosso, Bahia, Tocantins e Maranhão concentram os maiores índices.
No Piauí, aproximadamente 800 focos de queimadas foram registrados no período analisado, número inferior ao observado no primeiro semestre de 2025.
Piauí reduz queimadas no primeiro semestre e preserva mais de 22 mil km² de vegetação nativa
