Nesta semana, um vídeo que circulou nacionalmente chamou a atenção do país ao mostrar um jovem salvando uma menina de um ataque de abelhas em Minas Gerais. No entanto, o perigo das picadas também virou realidade bem mais perto de nós. A rotina do Colégio Roland Jacob foi bruscamente interrompida por momentos de tensão e susto provocados por um enxame.
O incidente aconteceu durante o intervalo dos estudantes, quando uma bola atingiu uma árvore próxima à quadra de areia, onde vários alunos brincavam. A reação dos insetos foi imediata, gerando correria e pânico na comunidade escolar.
A diretora da instituição, Samanta Saboia, relatou que o susto ocorreu enquanto os alunos aproveitavam o horário de lazer divididos entre a quadra coberta e a de areia. Segundo ela, a intervenção foi imediata e contou com a ajuda crucial de professores, monitores e dos próprios estudantes.
A equipe da escola agiu rápido para isolar as crianças e organizar uma evacuação segura e coordenada. A diretora explicou que todos foram conduzidos para a quadra coberta, considerada um local seguro naquele instante. Em seguida, a gestão contatou as famílias por mensagem e organizou a saída antecipada dos alunos, contando também com o apoio do transporte escolar para garantir uma evacuação ágil e sem complicações mais graves.
Ao todo, cerca de 20 pessoas foram atingidas pelas picadas. Dentre elas, três precisaram de atendimento médico urgente: duas alunas e um professor da unidade.
Samanta Saboia detalhou que o caso mais delicado foi o do professor, atingido por diversas picadas no rosto, pescoço e olho, o que exigiu atendimento rápido em um hospital privado. Quanto às alunas, a diretora informou que uma delas foi socorrida e levada imediatamente pelo Corpo de Bombeiros, enquanto a outra deu entrada na unidade de saúde mais tarde. Ambas foram medicadas, permaneceram em observação e receberam alta ainda na mesma noite.
Para sanar o problema de forma segura, a escola acionou o apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Ambiental e de um especialista em apicultura. As abelhas estão alojadas em um galho de pé de tamarindo, o que exige a poda prévia de árvores ao redor para permitir o acesso e o manejo adequado da colmeia.
O Tenente Francisco Santos, do Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBM-PI), esclareceu que a remoção ficou sob a responsabilidade de um apicultor voluntário. Ele explicou que a operação exigiu a poda das árvores ao redor durante o dia para viabilizar o acesso ao local e permitir que o especialista faça a retirada do enxame no período da noite.
Em decisão alinhada com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), as aulas foram suspensas temporariamente para garantir a segurança dos estudantes e funcionários. A previsão é de que a rotina escolar seja retomada na quinta-feira.
A diretora ressaltou que a suspensão das aulas foi tomada em parceria com a SEDUC priorizando o bem-estar da comunidade escolar, já que a remoção das abelhas exige cautela e precisa ser feita à noite. Ela acrescentou que o dia seguinte à retirada será dedicado à observação do ambiente, realização de podas e pulverização necessária, garantindo um retorno seguro das atividades na quinta-feira.
O que fazer em caso de ataque?
Diante do risco que enxames representam, o Corpo de Bombeiros faz alertas importantes sobre como se comportar ao ser surpreendido por abelhas.
O Tenente Francisco Santos orientou que a medida principal ao ser atacado é distanciar-se da região o mais rápido possível, pois permanecer no local atrai ainda mais insetos. Questionado sobre a melhor forma de fuga, o oficial enfatizou que a pessoa deve sair correndo sem hesitar, pois quanto mais rápida for a saída da área de risco, menor será o número de picadas sofridas.
Nesta terça-feira, a quadra de areia e os corredores vazios do Colégio Roland Jacob refletem uma pausa necessária. Uma tranquilidade temporária para que, até quinta-feira, o espaço volte a ser preenchido com segurança, aprendizado e a rotina normal de toda a comunidade escolar.


