Comerciantes do Shopping Popular Silvio Santos enfrentam dificuldades e queda nas vendas
O Shopping Popular Silvio Santos surgiu como uma iniciativa para realocar os ambulantes que, por anos, trabalhavam no calçadão da Marechal sem nenhuma estrutura adequada. Com mais de 170 boxes sorteados entre os trabalhadores, a obra, inaugurada em 27 de setembro de 2024, trouxe esperança para os comerciantes.

No entanto, mais de seis meses após a inauguração, o que parecia ser um sonho tem se transformado em um pesadelo para muitos vendedores, que relatam uma queda significativa nas vendas. É o caso de Seu Morais, que atuou por 25 anos no calçadão e agora enfrenta dificuldades para manter o negócio.
“Realmente teve uma queda de 95% em termos de serviço. A gente trabalha com uma clientela que sempre procura pelo trabalho que a gente fornece e, infelizmente, houve essa recaída na renda. Mas nós esperamos que, em um curto período, a situação melhore”, disse o relojoeiro Antônio José, o Seu Morais.

O filho de Seu Morais, Amaury, acompanha o pai no trabalho para garantir a segurança do comércio. Ele afirma que a falta de policiamento tem preocupado os comerciantes.
“Já ocorreu um caso de um meliante entrar, furtar algo de uma loja e o próprio dono ter que correr atrás para recuperar o produto. Essa insegurança é muito forte. Sempre que estamos aqui, tem alguém passando com a intenção de cometer algum furto”, relatou Amaury.

A situação de Dona Eliane Gonçalves é ainda mais delicada. Vendedora de frutas, ela relata que, com as vendas fracas, tem voltado para casa com prejuízos, já que parte de seu estoque se perde devido ao tempo de armazenamento.
“As vendas não estão boas. Se não fosse a gente inventar algo, como vender água de coco, não sei como estaríamos. Meu marido não tem saúde, ele tem seis hérnias de disco e um desvio na coluna. Mesmo assim, ele está aqui, subindo e descendo com o carro cheio de coco para poder sobreviver. Ele compra frutas na Serra, cinco ou seis caixas de banana, e acaba jogando fora. Por isso, diminuímos a venda de frutas”, lamentou ela.
Para os comerciantes, um dos principais problemas do Shopping Popular é a ausência de uma fachada que identifique o local. Eles acreditam que a falta de visibilidade afeta diretamente o fluxo de clientes e, consequentemente, as vendas. Enquanto aguardam soluções, seguem enfrentando dias de incerteza e esperam que medidas sejam tomadas para garantir a sobrevivência de seus negócios.
Princípio de incêndio atinge padaria no bairro São Francisco da Guarita, em Parnaíba
Conheça a história do Espetinho da Filó: 25 anos de tradição e sabor no Bairro Ceará