No Dia Mundial do Braile, que é o sistema de escrita tátil utilizado para auxiliar na leitura e no processo de aprendizagem de pessoas cegas ou com baixa visão, foi realizada em Parnaíba uma palestra em praça pública sobre o tema abordando a importância dessa ferramenta de inclusão social. 

 

O evento foi promovido pelo Centro de Apoio e Assistência da Pessoa com Deficiência Visual (Cadevi) que há cerca de 1 ano realiza ações orientativas visando contribuir com o público de Parnaíba que possui esse tipo de deficiência. “A finalidade [do evento] é dar autoestima para essas pessoas, dar visibilidade […] O centro foi fundado com essa finalidade, de ajudar essas pessoas. Vamos trabalhar, começar como todos nós começamos com a alfabetização na escola, principalmente com as crianças [com deficiência visual]”, disse a presidente do Conselho Deliberativo do Cadevi, Lindalva Nascimento. 

 

Quem foi ao evento pôde conhecer de perto, dentre outros equipamentos, a máquina de escrever braile. (Foto: TV Costa Norte)

O professor André Firmino, que há vários anos atua ensinando esse sistema de escrita aos deficientes, explica a importância da promoção desse auxílio que abre horizontes de quem sofre com a ausência da visão. “Hoje em dia existem poucas escolas no Brasil e aqui em Parnaíba só tem uma escola que ensina o sistema braile, mas é de suma importância que as pessoas com deficiência visual procurem aprender esse sistema, porque abre novos horizontes, porque ele [o deficiente] terá mais independência, vai poder ler livros e escrever, comunicar-se com o mundo através do sistema braile”. 

 

Presidente do Cadevi, Fátima Santana. (Foto: TV Costa Norte)

A presidente do Cadevi, Fátima Santana, destacou que o evento – que foi o primeiro realizado pelo centro – é um passo importante para assegurar os direitos das pessoas acometidas por essa enfermidade em Parnaíba. “Essa comemoração foi mais para conscientizar os parnaibanos da deficiência visual que no momento aqui em Parnaíba é um pouco desprezada, então muita gente aqui em Parnaíba não dá valor. O deficiente visual aqui em Parnaíba praticamente é invisível. Eu como deficiente visual sinto na pele esse problema”, relatou.