Diz o ditado que “Filhos pequenos, problemas pequenos. Filhos grandes, problemas grandes”. A frase pode até não ser um consenso, mas em um quesito todos hão de concordar, é no meio termo, entre a infância e a fase adulta, que podem estar alguns dos maiores desafios de se preparar um filho para o mundo.

Às vésperas do Dia das Mães, nossa reportagem foi em busca de entender o sentimento de uma mãe que vive o desafio de educar dois jovens, em fases distintas da adolescência. A professora Enedina Lima conta com orgulho da maternidade que exerce com tanto afinco para os filhos Erik Lima, de 19 anos, e Jonas Lima, de 13 anos. “Durante o nascimento e o crescimento deles eu fui passando por momentos e fases diferentes, vivenciando cada uma delas com muito carinho e atenção. E hoje o que posso falar é que sou muito feliz, tenho filhos maravilhosos, estudantes, então é assim muito prazeroso”, afirma.

Enedina recebe o carinho dos filhos Jonas e Erik

O dia a dia corrido da Enedina é o mesmo vivido pela grande maioria das mulheres e mães brasileiras que se dividem entre as responsabilidades profissionais e a educação dos filhos. E a chegada da adolescência pode tornar essa rotina ainda mais desafiadora, diante do novo ciclo de transformação. “Não deixa de ser um grande desafio, porque são idades diferentes. O que mais me comove e deixa presa aos dois é a questão do carinho, vivenciar esse momento em que eles realmente confiam na palavra dos pais e eles estão sempre associando o que fazem, as vontades e os sonhos, a mim como mãe. A cobrança por ser dignos, pelas notas, pelo bom comportamento, a procura pela religião, como minha própria mãe me ensinou, eu acabo incentivando os dois a ter passos firmes na vida”, completa.

E o apoio da família, em especial, da mãe dona Jesuína de Sousa, tem sido fundamental para a Enedina ao longo dos anos. A avó, que acompanha de perto o desenvolvimento dos netos, não foge à regra ao considerar que sim, ser avó é ser mãe duas vezes. “O sentimento de ser mãe duas vezes é maravilhoso, onde eu tenho acompanhado muito o trabalho da minha filha. Me emociono com esta data porque há dois anos fiquei sem ver meus netos por conta da pandemia e além de tudo estava lutando contra um câncer. Hoje, se aproximando o Dia das Mães eu fico com o coração cheio de gratidão a Deus, à vida, à minha família que foi maravilhosa e sempre me apoiou muito”, conta dona Jesuína.

Enedina Lima com a mãe Jesuína de Sousa

Vivenciando uma fase em que precisam lidar não só com as mudanças físicas e comportamentais, mas também com a chegada de mais responsabilidades, os jovens Erik e Jonas acreditam que a presença das duas figuras maternas em suas vidas é a maior representação de um amor que é incondicional. “A minha mãe e a minha vó sempre foram muito presentes na minha vida. A respeito da educação, sempre fui muito auxiliado pelas duas, que nunca deixaram faltar um sermão um puxão de orelha, porque acho que isso faz parte do nosso crescimento e do processo de aprendizagem. E eu como estou entrando no mercado de trabalho agora, sei o quanto isso ajudou a agregar como profissional”, diz Erik Lima.

Muito além dos desafios e dificuldades diárias, independente de fase ou situação, o exemplo de união e força dessas duas mães parnaibanas deixa claro o motivo do dia das mães ser uma das datas mais especiais e celebradas em todo o mundo. Porque mãe é presente!

Assista a matéria completa: