A tela se transformou. Desde 1958, o dia 11 de agosto celebra no Brasil um veículo de comunicação que recusa parar no tempo. Das transmissões originais em preto e branco até a era das exibições em alta definição e multitelas, a televisão brasileira atravessou sucessivas revoluções tecnológicas sem perder sua relevância no cotidiano das famílias.

A transformação técnica é testemunhada por quem acompanha os bastidores do setor de perto. De acordo com João Júnior, diretor de TV, o meio passou do formato analógico e das imagens em preto e branco para a versão colorida, culminando na era digital e nas plataformas de streaming, que apontam para o futuro do setor.

Em nível regional, a evolução acompanha a mesma velocidade. “A própria TV Costa Norte, nos seus 25 anos, utilizou desde a fita Super VHS, uma geração bem anterior a tudo o que vivemos hoje, pela edição não linear em computadores, até chegar ao formato digital atual, onde um pequeno cartão de memória armazena muito mais imagens e conteúdo do que na época das fitas”, destaca o diretor de vídeo, João Júnior.

Mesmo diante da rápida modernização dos meios e da sobrecarga de conteúdos informativos em redes sociais, a televisão consolidou-se como referência de confiança. Para o público, o jornalismo checado atua como um elo entre gerações, transformando o ato de assistir à TV em família em um momento de diálogo e informação segura.

Ao serem questionados sobre o consumo diário de notícias, jovens estudantes relatam que o aparelho tradicional continua presente em seus momentos de rotina. “Assisto de manhã e de noite. Pela manhã, enquanto tomo café, meus pais deixam a TV ligada para ver as notícias, e de noite assistimos antes de dormir. Não gosto de assistir pelo celular”, relata um dos alunos ouvidos pela reportagem. Outro estudante reforça que o hábito é mantido junto à família: “Assisto pela TV mesmo, costumo ver na casa do meu avô, que acompanha bastante.”

Coincidindo com o Dia do Estudante, comemorado no mesmo 11 de agosto, a redação e os estúdios da TV Costa Norte receberam a visita de alunos da Escola Arco-Íris. A iniciativa busca reforçar como a educação e o jornalismo caminham alinhados no desenvolvimento do senso crítico.

Para os estudantes, conhecer a estrutura por trás das câmeras transformou a percepção sobre como o conteúdo chega até as suas casas. “Pensava que não tinha tanta produção. Percebi que tem muito mais gente trabalhando atrás do que o jornalista mostra. Achava que era só um estúdio pequeno, mas o espaço é muito maior e cheio de salas”, comentou um dos participantes da visita. O painel técnico de controle também despertou grande curiosidade: “Nunca vi tanto botão na minha vida. É tudo muito rápido para a notícia poder sair no ar”, impressionou-se outro aluno.

A professora Lucélia dos Santos enfatiza que a aula de campo complementa o aprendizado teórico sobre gêneros textuais, como reportagem e notícia. “Aliar tudo isso à prática é de fundamental importância para que eles possam ir além dos livros. Inspirados nos princípios de Maria Montessori, buscamos mostrar que a sala de aula não se limita à escola, mas se estende para a vida. Foi fascinante para os alunos perceberem a complexidade e a quantidade de profissionais envolvidos por trás de uma única matéria”, ressalta a educadora.

A essência da comunicação

Há 25 anos cobrindo o litoral piauiense, a TV Costa Norte reforça que, embora os formatos e suportes tenham se multiplicado, a missão central da comunicação permanece inalterada. Se a tecnologia confere velocidade e alcance, é o trabalho humano e dedicado de apuração que garante a credibilidade e o impacto social da notícia. Enquanto houver histórias para serem contadas, o jornalismo continuará a cumprir seu papel de informar, emocionar e conectar a sociedade.