Em uma ofensiva estratégica contra o crime organizado, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (14), uma operação de grande escala no município de Parnaíba. A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), teve como alvo uma facção envolvida com o tráfico de entorpecentes e outros delitos na região litorânea. Ao todo, foram mobilizadas equipes para o cumprimento de 43 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão. O balanço parcial da operação confirma a prisão de sete suspeitos, além da apreensão de drogas e valores em espécie.

“Essa investigação começou em abril de 2025, com a prisão de um indivíduo conhecido como ‘Palhacinho’, matador do Severo, inclusive o último homicídio dele foi no Maranhão e aí ele fugiu, se homicidou aqui no bairro São Vicente de Paula, e foi preso pela nossa equipe em abril de 2025. Então, a partir da prisão dele, a gente realizou várias diligências, inclusive extração de dados dos celulares e compartilhou essas informações com a equipe da Draco, onde foi deflagrada essa operação hoje”, explica o delegado Ayslan magalhães.

“O objetivo é justamente combater as facções criminosas aqui na região norte. Desta vez, uma célula da facção Comando Vermelho, na qual foram presas algumas lideranças e, ainda, temos outras providências a cumprir durante o resto do dia”. Fala o delegado Laercio Evangelista, sobre o objetivo da operação.

O sucesso da operação foi atribuído ao intenso trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Civil. A operação demonstra o fortalecimento da integração entre as forças de segurança estaduais. Participaram da ação a Polícia Civil: Equipes de Parnaíba e Núcleo de Operações com Cães (NOC); a Polícia Militar: Unidades especializadas como BOPE, BOPAer e BEPI; FEISP: Força Estadual Integrada de Segurança Pública.

As diligências continuam em campo para consolidar as provas coletadas e identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa. O material apreendido foi encaminhado para a delegacia local, onde os detidos permanecem à disposição da Justiça.

O delegado Charles Pessoas, reflete sobre o uso da tornozeleira eletrôncia, “Efetuamos a prisão do JP, um indivíduo de 18 anos de idade, monitorado por tornozela eletrônica, tinha sido preso há aproximadamente um mês, recebeu o benefício da monitoração eletrônica e não deixou de delinquir. Pelo contrário, ele mesmo relatou, no interrogatório também, em uma entrevista, que quando ele saiu com a tornozela eletrônica, três dias depois ele voltou a cometer os mesmos crimes que estava cometendo, anteriormente, que era o tráfico de torpecente, vinculado à facção criminosa Comando Vermelho, tinha sido preso junto com outros indivíduos. Isso demonstra, realmente, a ineficiência da monitoração eletrônica. Uma medida cautelar que não tem inibido, pelo contrário, tem levado um sentimento e uma certeza da impunidade para esses criminosos que são vinculados a essas facções. Então, a gente precisa, realmente, trazer uma reflexão, manter esses criminosos encarcerados”, finalizou.