Mobilização
Incêndio volta a atingir o lixão de Parnaíba e exige operação intensiva dos Bombeiros
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O lixão municipal de Parnaíba voltou a ser palco de um incêndio de grandes proporções, registrando uma nova ocorrência apenas cerca de 20 dias após o último incidente na área. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta da meia-noite e precisou de mais de 14 horas de trabalho contínuo para conter o avanço do fogo.
Segundo o Tenente Thiago Carvalho, do Corpo de Bombeiros do Piauí, as equipes enfrentaram uma madrugada inteira de combate intenso, que se estendeu ao longo do dia com o apoio de novos efetivos e órgãos parceiros. “Desde a meia-noite de ontem, que o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer-se no Lixão. Chegando lá, a equipe se deparou com o incêndio, que já é conhecido aqui da nossa população, sempre tem esse incêndio ali no Lixão. E começamos ali a fazer o combate”, relatou o oficial.

Para vencer as chamas, a corporação contou com apoio logístico da Prefeitura de Parnaíba e da Defesa Civil. Foram mobilizados caminhões de combate a incêndio, além de maquinário pesado como tratores de esteira, retroescavadeiras e caçambas.
O oficial explica que apagar fogo em lixões exige estratégias muito além do uso tradicional de mangueiras com água. Devido ao acúmulo de camadas de resíduos ao longo dos anos, o fogo assume uma característica complexa. “Esse tipo de incêndio tem uma característica, que ele queima tanto em superfície como em profundidade, devido às várias camadas de lixo acumuladas ao longo do tempo […] e com o vento, com a movimentação, esse incêndio sempre tende a se resurgir. Então, pode-se jogar muita quantidade de água, e mesmo assim, pode ser que não consigamos debelar esse incêndio”, pontuou o tenente.
Por essa razão, a operação precisou ser combinada. “Nós temos que utilizar vários tipos de técnicas, como a movimentação desse material com o maquinário pesado […] a partir que o maquinário vai movimentando esse material combustível, nós vemos tanto com a areia abafando e aterrando aquele material, como água também resfriando. Então, é um tipo de combate de várias frentes”, detalhou.
A combinação de tempo seco, forte incidência de ventos e o próprio material combustível acumulado tornou o cenário propício para a propagação da fumaça densa, que se espalhou por bairros vizinhos e causou transtornos e riscos à saúde da população.
O Tenente Thiago ressalta que muitos focos têm origem na ação humana e reforça o alerta à comunidade: “É esse período de estiagem, vegetação seca, ventos fortes, muitos dias sem chuva, tocar fogo é crime, pois ele pode se alastrar, provocar grandes incêndios, como esse caso do Lixão, provoca vários danos ali, principalmente a população que mora próximo ao Lixão, produção de muita fumaça, uma fumaça de origem tóxica, pois ali tem materiais de diferentes tipos, no lixo, sacos plásticos, todo tipo de material, e isso provoca muitos males, pessoas que têm problemas respiratórios, entre outros”, alertou.
