Durante o mês do setembro, que fazemos alusão ao Setembro Amarelo sobre a conscientização sobre a importância do apoio emocional e do cuidado com a mente ganha destaque. No entanto, muitas pessoas que enfrentam sofrimento psíquico não sabem exatamente por onde começar a buscar tratamento na rede pública. Em Parnaíba, a porta de entrada para o acolhimento é simples e acessível: a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa.

A orientação é procurar primeiramente a Atenção Primária para passar por uma avaliação inicial com os profissionais de saúde locais, que farão os devidos encaminhamentos de acordo com a gravidade e a necessidade de cada caso.

“A pessoa deve começar pela atenção primária à saúde, que são os postos de saúde. As nossas unidades básicas estão todas compostas por profissionais, médicos e enfermeiros preparados para conduzir toda e qualquer situação. Então, se a pessoa tem algum sintoma ou não está se sentindo bem com relação à sua saúde mental, ela deve primeiramente procurar a porta de entrada, que é a unidade básica de saúde, e daqui são dados todos os outros encaminhamentos”, explicou Lívia Loiola, coordenadora de Atenção Básica de Parnaíba.

Para ser atendido, o paciente deve comparecer à UBS munido de seus documentos pessoais. A partir do diagnóstico e da avaliação do médico da unidade, o paciente é direcionado para a rede especializada, que é dividida por níveis de complexidade:

  • Casos de transtornos mentais gerais: São direcionados aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

  • Uso de substâncias: Demandas relacionadas ao uso prejudicial de álcool e outras drogas são encaminhadas ao CAPS AD.

  • Situações de emergência ou surto: Pacientes em crise grave são conduzidos ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), referência para atendimentos de urgência em surtos psiquiátricos no município.

“O paciente vem munido de todos os seus documentos para a unidade de saúde, e daqui o médico vai encaminhar para o CAPS. Se for algo relacionado a álcool e drogas, vai para o CAPS AD; se for relacionado a outros tipos de agravos, vai para o CAPS. Dependendo do nível da crise de como esse paciente está, ele vai ser conduzido dentro dos CAPS. Se for um paciente que estiver em surto, ele é encaminhado diretamente para o Hospital Dirceu, que é a nossa referência para o surto em Parnaíba”, detalhou a a coordenadora.

Além do fluxo tradicional via postos de saúde, a população conta com pontos de acompanhamento psicológico e multiprofissional, como o Centro de Especialidades em Saúde (Policlínica), a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPAR) e o Centro Integrado de Especialidades Médicas (CIEM).

 

Para quem precisa de consultas médicas especializadas no CIEM, o agendamento presencial para controle da população costuma ocorrer no primeiro dia útil de cada mês. No entanto, para os serviços de psicologia e fisioterapia, o acesso conta com datas mais flexíveis e aceita solicitações diretas da rede pública de saúde.

“A gente tem uma rede de apoio através do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde e através das UBS. Você pode chegar aqui através do encaminhamento do seu posto de saúde e através das nossas redes sociais. As marcações acontecem no primeiro dia útil do mês, mas para os serviços de psicologia e fisioterapia a gente tem uma dinâmica um pouco diferente. Você pode vir encaminhado através de um médico do posto, através de alguma solicitação do hospital e pode estar marcando em outras datas também. A questão da marcação no primeiro dia útil é mais para as especialidades e atendimentos médicos, como uma forma de controle”, destacou o psicólogo.

Procurar ajuda profissional ao perceber os primeiros sinais de sofrimento emocional é o passo fundamental para garantir qualidade de vida. Se você ou alguém próximo estiver passando por momentos difíceis, procure a unidade de saúde mais próxima ou os pontos de apoio da cidade.