A Polícia Civil encontrou 150 mil e 300 comprimidos conhecidos popularmente como rebite dentro do caminhão que já havia sido apreendido com cerca de 475 quilos de cocaína. A nova carga foi localizada na tarde de sexta-feira (28/08), durante uma revista realizada na Central de Flagrantes de Parnaíba.

Os comprimidos estavam escondidos em caixas de madeira instaladas na parte inferior da carroceria. A descoberta ocorreu depois que Otacílio Arcênio, conhecido como Nego da Central, percebeu a possibilidade de haver outro material escondido no veículo e acionou a equipe de plantão para uma nova vistoria.

O caminhão havia sido abordado pela Polícia Rodoviária Federal na quinta-feira (27/08), na BR-402, em Buriti dos Lopes. Os agentes perceberam uma luz azul nos faróis e uma lanterna traseira queimada. Durante a abordagem, o motorista, de 51 anos, afirmou que o veículo estava vazio.

A equipe decidiu levar o caminhão para o posto da PRF na BR-343, onde foi feita uma fiscalização mais detalhada. No compartimento de carga, os policiais encontraram 440 tabletes de uma substância semelhante à cocaína. O material pesava aproximadamente 475 quilos.

O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Segundo a PRF, ele contou que receberia cerca de 100 mil reais para transportar a carga até Fortaleza, no Ceará. Inicialmente, o homem teria informado que havia ido ao Maranhão para entregar móveis e que retornava para Fortaleza.

A consulta aos antecedentes revelou que o condutor já havia respondido por crime de contrabando. Com a localização da cocaína, o caminhão foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Parnaíba, onde os procedimentos continuaram.

Foi durante essa etapa que a Polícia Civil encontrou os 150 mil e 300 comprimidos de substância à base de anfetaminas. O material conhecido como rebite é classificado como estimulante do sistema nervoso central e tem uso controlado no Brasil.

Segundo informações da PRF, essas substâncias são utilizadas ilegalmente por alguns motoristas com a intenção de reduzir o sono e prolongar o período ao volante. O uso pode comprometer reflexos, concentração e percepção, aumentando os riscos durante a condução de veículos.

O motorista, o caminhão, a cocaína e os comprimidos permanecem apreendidos. A investigação deverá buscar informações sobre a origem dos entorpecentes, a participação do condutor e o destino das cargas.