A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Prefeitura de Luís Correia estabeleceram um Acordo de Cooperação Técnica para combater o perigo de animais soltos nas pistas do litoral piauiense. Pelo ajuste, a PRF disponibiliza caminhão boiadeiro e motoristas, enquanto o município oferece o curral e os laçadores, abrangendo rodovias federais, estaduais e vias urbanas. Segundo o chefe da delegacia da PRF em Parnaíba, Thiago Reale, a união é estratégica para a segurança pública. “A gente vê como muito positivo esse acordo, porque já vem conseguindo reduzir os acidentes do tipo atropelamento. Entendemos que a união entre as instituições públicas só vai favorecer a sociedade”, destaca, citando o apoio complementar de iniciativas como a Operação Porteira Fechada.

O plano de ação prevê não apenas a organização do trânsito, mas também o bem-estar animal e a responsabilização rigorosa dos proprietários. Animais sem donos conhecidos, como jumentos, serão levados a um local com pastagem para evitar maus-tratos e sujeira nas cidades. Já para criadores de gado e cavalos, as sanções serão severas, incluindo multas e diárias de curral. “Para que esses animais sejam retirados, vai precisar ser feita uma qualificação desses criadores. Vamos pegar toda a qualificação e encaminhar para o Ministério Público, porque eles podem ser responsabilizados criminalmente por expor a vida de outrem em perigo”, explica Reale, comparando o processo à apreensão de veículos em pátios oficiais.

A eficácia da medida depende ainda da colaboração direta da população e da conscientização dos criadores locais. A PRF orienta que denúncias sejam feitas pelo telefone 191, especialmente em rodovias de trânsito rápido onde colisões costumam ser fatais. As operações seguirão um calendário anual, dependendo da logística de transporte do caminhão boiadeiro vindo de Teresina. Para o chefe da delegacia, o foco final é a preservação da vida: “O nosso intuito não é só punir, é levar essa informação e contar com a colaboração dos criadores para que se desestimulem a realizar essa prática perigosa e destinem um espaço na sua propriedade privada para os animais”, finaliza Thiago Reale.