A força crescente do PCC e do CV e a inércia do Estado – Por Josino Ribeiro
Os portentosos grupos de criminosos conhecidos com as denominações de PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC) e COMANDO VERMELHO (CV), crescem impunemente no Brasil e já têm significativa participação no universo empresarial – venda e distribuição de Drogas, comércio de combustíveis, produção e distribuição, sistema de transporte, educação, patrocínio de mandatos de políticos, etc.) além de exercerem o domínio parcial de administração em determinadas cidades ( com maior presença no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e outras de menor expressão).
Mas, a ação de tais comandos se estende ao exterior, com presença efetiva no continente americano e, conforme queixume do Governo Italiano o PCC também já chegou na Europa.
Então, o que se constata é a impotência e a ineficiência do Governo Federal para o enfrentamento efetivo de tais comandos, com ações programadas e de resultados positivos para a população que se encontra refém desses comandos de criminosos.
O Governo dos Estados Unidos, que também se queixa da presença, em especial do PCC em alguns de suas unidades, há muito sinalizava a possibilidade de considerar os referidos grupos de criminosos, considerando a extensão de suas atividades, como terroristas merecedores de ações efetivas de enfrentamentos, e assim, aconteceu.
Estranhamente o Presidente Lula da Silva, que deveria somar forças com os Estados Unidos, no combate aos portentosos comandos de criminosos, que já interferem e dominam parte considerável do País, queixa-se de ameaça de política intervencionista vinda do exterior ( da América do Norte), que mais se assemelha uma defesa do PCC e do CV.
Se a ação de tais comandos se estendem além- fronteira e têm presença efetiva em diversos países da América do Sul e em vários Estados da América do Norte (pelo menos em três) e já chegaram à Europa, conforme denuncia da Itália, o efetivo combate na condição de terroristas internacionais não tem o condão de interferir na soberania do Brasil e, com certeza, não é esta a pretensão dos americanos do norte.
Lamentavelmente, o País vive um momento de pré-campanha eleitoral e o Presidente Lula que se lança a uma reeleição, distorce os fatos e tudo vale na conquista de votos mesmo afrontando legítimos direitos da população de querer viver com segurança e paz.
O que se constata é que se está vivendo momento político, restando ao Presidente Lula da Silva a pretensão de se reeleger e, então, as suas ações são centradas na família bolsonaro, restando a omissão em relação a busca de solução de outros problemas importantes do País.
A situação atual é preocupante, agravada por se tratar de um ano de eleições, entretanto o fato não tem o condão de cada um fazer o que deve, no caso, o atual presidente deve evitar os queixumes e as querelas pessoais e administrar o País cumprindo as ações impostas pelo exercício do cargo.
MATÉRIA ELEITORAL. ESPÉCIES DE CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS.
Como sabemos as CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS constituem a fase mais importante do processo eleitoral no ano de eleições, pois dela resultam as definições de candidaturas e coligações partidárias, antes, apenas figurando no rol das pretensões.
Conforme o CALENDÁRIO ELEITORAL DE 2026, seguindo a determinação expressa no art. 8º da Lei 13.165 de 29 de setembro de 2015, as CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS serão realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em curso.
A depender do ano da eleição teremos, respectivamente, as seguintes espécies de CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS:
- CONVENÇÃO MUNICIPAL. Na convenção atinente às eleições municipais, serão escolhidos, por cada partido, os candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito e coligações.
- CONVENÇÃO REGIONAL. Na referida convenção serão escolhidos os candidatos a deputados estaduais, deputados federais, deputados distritais, senadores, governador e vice-governador e coligações.
- CONVENÇÃO NACIONAL. Que se destina a deliberação dos partidos políticos sobre a escolha dos candidatos a presidência e vice-presidente bem como sobre eventuais coligações.
Este ano, considerado como de ELEIÇÕES GERAIS, numa só convenção serão escolhidos os candidatos das convenções regional e nacional, isto é, num só evento.
A legislação eleitoral atual assegura a quem tiver legitimidade promover a anulação das deliberações dos atos decorrentes da convenção partidária, no prazo de até trinta dias após a data limite para o registro de candidaturas.
O MÉDICO. O DESABAFO DE UM PROFISSIONAL DA MEDICINA.
Numa homenagem à valorosa classe médica, às vezes injustiçada com alguns julgamentos precipitados atinentes a erro médico, há que se considerar a complexidade da “maquina humana” e, assim, os erros podem acontecer involuntariamente.
A coluna colheu manifestação de inconformismo de um médico, que prefere o anonimato, entretanto autorizou a publicação desde que o seu nome não fosse revelado. Segue a transcrição da matéria escrita por um profissional da medicina, feita à guisa de desabafo.
- Errar é humano, mas se você for um médico, esta máxima não vale.
Em 1990, quando três economistas do Governo Collor sequestraram nosso dinheiro, um conhecido meu se suicidou, uma senhora vizinha morreu porque não tinha como pagar uma operação no dia seguinte. Muitos amigos me descreveram casos semelhantes.
Mas, todos os Ministros da Fazenda que passaram pelo governo manipularam os índices de correção monetária, usaram as nossas “contribuições previdenciárias” para pagar salários para o funcionalismo público, e hoje ninguém se aposenta com suas próprias contribuições, nem pelo valor imaginado.
- O problema no caso de médicos é que a relação entre médico a consequência é direta, e nas outras profissões não. Este é o problema da profissão.
Um erro num paciente que morre na mesa de operação é bem mais fácil de provar do que um erro de um intelectual que leva uma pessoa a se suicidar, que atrasa o desenvolvimento do país em 10 anos, que aumenta os juros para captar mais e aumenta assim a miséria. Isto é justo?
Eu cometo vários erros de português a cada artigo que escrevo, só que erros de português não matam seres humanos, a não ser o meu professor de português que morre de vergonha.
Pense nos erros que você comete na sua profissão. Pense no número de pacientes que um médico atende numa carreira. Ele é processado, e você não.
- Temos o direito de processar nossos médicos só porque escolheram uma profissão que salva vidas, e nós pobres mortais não?
Está crescendo no Brasil a indústria de caça aos médicos com indenizações milionárias, o que irá aumentar o custo médico ainda mais. - Não estamos usando dois pesos e duas medidas, julgando médicos muito mais rigorosamente do que nós mesmos?
O marco da comparação para um serviço médico deveria ser quais as chances do paciente sobreviver se cada um cuidasse de si mesmo.
Parece estranho, mas a regra básica é esta. Se eu me tratasse sozinho provavelmente já estaria morto.
Mas o dia que você estiver perdido num deserto, um simples enfermeiro é tudo que você quer.
Obviamente exagerei um pouco na comparação acima.
- Nós pagamos uma consulta achando que estamos contratando alguém muito bem treinado em Medicina, mas podemos esperar sempre uma conduta perfeita?
Mesmo pagando pouco? Obviamente que sim. Mas isso significa que ele ou ela não poder errar feio, digamos 0,01% das vezes?
Quem viaja de avião sabe que tem uma chance em cinco milhões de se espatifar voando. O risco de nos tratarmos com um simples farmacêutico e o de nos tratarmos com um médico formado, justamente no dia que ele diagnosticou mal.
Riscos de erro médico fazem parte dos riscos da vida, como viajar de avião.
Devemos processar a Cia. de Avião cada vez que um avião cai, colocando em risco a própria empresa com ações trilionárias?
É o que fazemos, incitados pela indústria de indenizações.
O que estou propondo é nada popular, e só quero que as pessoas reflitam.
- Por que médicos não podem fazer a sua cota parte de erros sem serem trucidados? Como nós?
Porque um médico não pode cometer um erro depois de 8000 cirurgias? Porque ele perde o direito de ser médico porque errou na 8001ª?
Os médicos argumentam que ele deveria ter sido mais cuidadoso naquela 8001ª, não entendem que não existe perfeição.
O Estado poderia processar aqueles que erram muito mais do que a média, não todo aquele que erra.
Uma pequena margem de erros deveria ser admitida como fatos da vida, um risco social como andar de avião.
Eu sei que quando ocorre com a gente a questão muda de figura, mas trucidar uma profissão ou obrigá-los a pagar enormes seguros médicos, não é a solução.
