A motocicleta é um importante meio de locomoção. Com o distanciamento social a movimentação diminuiu; mas com a retomada gradual das atividades econômicas, a circulação de motos aumentou e, consequentemente, os acidentes de trânsito. Essa realidade tem reflexos nos atendimentos do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) às pessoas infectadas pelo coronavírus, inclusive podendo comprometer leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), serviço este tão necessário.

 

Segundo o ortopedista Deodato Narciso, médico plantonista do HEDA, com as medidas rigorosas de isolamento social houve redução no número de acidentes envolvendo motociclistas; mas houve aumento dos casos de acidentes domésticos, como queda da própria altura, lesões com instrumentos de casa, além de agressões físicas. Com o relaxamento das medidas de isolamentos social, houve proporcional aumento nos casos de acidentes.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com o uso correto do capacete a probabilidade de morte diminui para 40% e de lesão grave, reduz em 70%. O capacete precisa apresentar selo de segurança do Inmetro, estar dentro do prazo de validade de até três anos e não ter sofrido impacto por colisão.

 

É importante que os motociclistas se protejam do coronavírus usando máscaras; mas também é essencial que cuidem da própria segurança no trânsito, já que o não uso ou uso inadequado do capacete está entre as infrações mais cometidas, seguida de excesso de velocidade, avanço do semáforo vermelho e alcoolemia. Tais atitudes irresponsáveis podem dificultar o enfrentamento ao coronavírus.