O Dia do Artesão é celebrado em 19 de março. São mãos que transformam matéria-prima em arte, e um coração que transborda criatividade. Muitas vezes, essa jornada começa na infância, inspirada por alguém da família. Outras vezes, a arte surge como fonte de renda em meio aos desafios da vida. Maria de Fátima faz parte do coletivo de mulheres do bairro Ilha de Santa Isabel. Jeane cria amigurumis cheios de afeto. Ítalo, ao lado da mãe, faz da arte o caminho para se manter na universidade. O que eles têm em comum? A arte que molda suas vidas, trazendo não só renda, mas também leveza e propósito.
“Desde pequena, comecei a fazer artesanato. Já faz mais de 30 anos que trabalho com isso. Quando crio uma peça, é maravilhoso, porque me sinto uma artista”, conta Maria de Fátima Santos. Já Jeane Cardoso relata que “desde criança, sempre gostei de artes manuais e tive curiosidade. O crochê, principalmente o amigurumi, entrou na minha vida quando sofri um acidente e fiquei de cama, com o joelho machucado. O artesanato foi um meio que encontrei para aliviar os pesos, pois não podia sair de casa. O que era um hobby tornou-se uma profissão”. “Minha arte é feita com materiais da natureza. O artesanato típico do meu povo é uma fonte de renda para que eu possa me manter na universidade”, explica Ítalo Tremembé.
“Quem vende artesanato não vende só um produto, vende amor, criatividade e tempo.”
Depois de prontas, as peças seguem seu caminho até pessoas como Suyene, que escolheu levar para casa uma criação artesanal. “Achei muito linda e delicada. Comprei para valorizar o trabalho das artesãs, além de o crochê estar super em alta”, diz Suyene Passos. Quando o cliente volta ou envia uma mensagem contando como aquela peça transformou seu dia, o coração do artesão se enche de alegria. Esse retorno enaltece a arte e abraça quem a faz.
“Fico muito feliz quando a cliente compra a peça, fica satisfeita e envia mensagem elogiando”, relata Maria de Fátima. “Nas feiras, temos muito contato com o público, que admira e gosta muito do nosso trabalho. Nas redes sociais, os clientes sempre postam e dão retorno positivo”, conta Jeane Cardoso. “Fico muito feliz quando vejo alguém usando meus artesanatos, porque, para mim, não é só um produto, é uma forma de valorização da minha cultura. Os clientes relatam que, sempre que usam as peças, chamam atenção e perguntam onde compraram”, confessa Ítalo.
